Há algum tempo atrás, em um blog sobre por que pagar para jogar Airsoft, comentei brevemente sobre os preços das armas importadas no Brasil, motivo de reclamação de 9 entre 10 atiradores brasileiros. Descontando a alta do dólar (neste momento em que escrevo, a cotação está batendo os R$ 3,00), os motivoss destes preços altos estão muito mais ligados aos impostos incidentes do que sobre o lucro dos importadores. Em virtude deste estigma, de que os importadores lucram muito, vários atiradores querem ter a possibilidade de importar diretamente, como pessoa física, uma arma de Airsoft.
Esta é uma das consultas mais frequentes à Secção de Fiscalização de Produtos Controlados, órgão do Exército Brasileiro responsável pelo controle de armas e munições no país. Sendo assim, replico aqui um link para as explicações bem detalhadas do SFPC sobre o assunto, e espero com isso esclarecer o tema para quem deseja importar Airsoft ou Carabinas de Pressão.
quinta-feira, 5 de março de 2015
quarta-feira, 4 de março de 2015
Como Escolher sua Munição: Chumbinhos
Neste Blog, até meados do ano passado, nós nos dedicávamos exclusivamente ao Airsoft. Um de nossos posts mais visitados é Como escolher BB's para sua AEG., escrito pela Samanta. Neste momento porém nós resolvemos adotar uma política mais ampla e também escrever sobre carabinas de pressão. Afinal de contas, airsoft nada mais é do que uma carabina de pressão por pistão&mola acionada eletricamente. Sendo assim, hoje estaremos verificando o que é mais importante na hora de escolher um chumbinho adequado para sua arma.
Existem milhares de tipos e modelos de pellets disponíveis no mercado mundial, e para nossa sorte uma boa parte deles também está a venda no Brasil. Além dos importados, os nacionais estão aí e a indústria se esforça para melhorar seus produtos e oferecer preços competitivos no mercado.
Tendo isso em vista, como então selecionar o melhor tipo de chumbinho?
Primeiramente, vou deixar claro o que eu penso em termos de desempenho de uma carabina de pressão: para mim, o que importa é a precisão, sempre! Não interessa a velocidade na boca do cano, nem a trocentos metros de distância. Não importa qual o impacto, seja em gelatina balística ou pedra de sabão. Não importa se fura latinhas ou se fura um tanque de guerra. Para mim, se não é capaz de acertar o alvo, não me serve de nada.
Assim sendo, eu há muito tempo atrás defini que apenas chumbos capazes de agrupamentos muito pequenos são interessantes, e para determinar isso só há um modo: atirando em alvos de papel. Usando a melhor técnica de tiro possível, eu disparo pelo menos 10 tiros em alvo de papel a 10m de distância. O melhor agrupamento que tive até hoje foi de apenas 11mm, usando o chumbo RWS R10 calibre 4,5 em uma carabina Daisy M853.
Claro que nem todas as minhas armas fazem grupos pequenos como este, nem eu sou sempre capaz de atirar assim todos os dias. Mas usando grupos de 10 tiros, ao invés dos costumeiros 5 (ou 3), você será capaz de detectar melhor o comportamento do pellet naquela arma. Desconsidere os flyers, se for o caso, mas tenha a certeza de fazer cada tiro o seu melhor, para que a arma lhe mostre o que é capaz de fazer com aquela munição. Uma vez que você tenha se decidido, compre várias latinhas daquela munição.
E quanto ao estilo do chumbinho? É melhor um perfil redondo, plano, ou hollow point? É melhor um chumbo mais pesado ou mais leve?
Essas perguntas para mim são secundárias, senão irrelevantes. Eu tenho tido mais sorte com chumbos de perfil arredondado (round nose) do que com pontas planas e hollow points, mas isso não importa, se você está atrás de precisão absoluta. O peso será ditado pelo nível de energia de sua arma. Talvez ela prefira chumbos mais pesados, se for uma carabina mais potente. Mas deixe a carabina escolher livremente. Não force-a a escolher só porque você leu isso ou aquilo sobre determinada munição ou fabricante.
E aliás, não seja preconceituoso: teste tudo o que você tiver a disposição, do caro ao barato, do nacional ao importado. Apenas evite comprar aquela latinha que o balconista chacoalhou bem antes de te entregar (para quê? para saber se tem mesmo chumbinhos lá dentro??) pois isso deve ter deformado todas as "saias" dos pellets, e certamente aquela lata não terá boa performance.
Uma vez tendo seu chumbinho escolhido, sua carabina de ar cumprirá com louvor a missão para a qual foi projetada desde o início: trazer grandes alegrias para o seu dono atirador.
Bons tiros.
Existem milhares de tipos e modelos de pellets disponíveis no mercado mundial, e para nossa sorte uma boa parte deles também está a venda no Brasil. Além dos importados, os nacionais estão aí e a indústria se esforça para melhorar seus produtos e oferecer preços competitivos no mercado.
Tendo isso em vista, como então selecionar o melhor tipo de chumbinho?
Primeiramente, vou deixar claro o que eu penso em termos de desempenho de uma carabina de pressão: para mim, o que importa é a precisão, sempre! Não interessa a velocidade na boca do cano, nem a trocentos metros de distância. Não importa qual o impacto, seja em gelatina balística ou pedra de sabão. Não importa se fura latinhas ou se fura um tanque de guerra. Para mim, se não é capaz de acertar o alvo, não me serve de nada.
Assim sendo, eu há muito tempo atrás defini que apenas chumbos capazes de agrupamentos muito pequenos são interessantes, e para determinar isso só há um modo: atirando em alvos de papel. Usando a melhor técnica de tiro possível, eu disparo pelo menos 10 tiros em alvo de papel a 10m de distância. O melhor agrupamento que tive até hoje foi de apenas 11mm, usando o chumbo RWS R10 calibre 4,5 em uma carabina Daisy M853.
Claro que nem todas as minhas armas fazem grupos pequenos como este, nem eu sou sempre capaz de atirar assim todos os dias. Mas usando grupos de 10 tiros, ao invés dos costumeiros 5 (ou 3), você será capaz de detectar melhor o comportamento do pellet naquela arma. Desconsidere os flyers, se for o caso, mas tenha a certeza de fazer cada tiro o seu melhor, para que a arma lhe mostre o que é capaz de fazer com aquela munição. Uma vez que você tenha se decidido, compre várias latinhas daquela munição.
E quanto ao estilo do chumbinho? É melhor um perfil redondo, plano, ou hollow point? É melhor um chumbo mais pesado ou mais leve?
Essas perguntas para mim são secundárias, senão irrelevantes. Eu tenho tido mais sorte com chumbos de perfil arredondado (round nose) do que com pontas planas e hollow points, mas isso não importa, se você está atrás de precisão absoluta. O peso será ditado pelo nível de energia de sua arma. Talvez ela prefira chumbos mais pesados, se for uma carabina mais potente. Mas deixe a carabina escolher livremente. Não force-a a escolher só porque você leu isso ou aquilo sobre determinada munição ou fabricante.
E aliás, não seja preconceituoso: teste tudo o que você tiver a disposição, do caro ao barato, do nacional ao importado. Apenas evite comprar aquela latinha que o balconista chacoalhou bem antes de te entregar (para quê? para saber se tem mesmo chumbinhos lá dentro??) pois isso deve ter deformado todas as "saias" dos pellets, e certamente aquela lata não terá boa performance.
Uma vez tendo seu chumbinho escolhido, sua carabina de ar cumprirá com louvor a missão para a qual foi projetada desde o início: trazer grandes alegrias para o seu dono atirador.
Bons tiros.
Carabinas "de Ar" ou "de Pressão"?
Os termos Carabina de Ar e Carabina de Pressão são a mesma coisa? Eu cresci a minha vida toda ouvindo as pessoas chamarem-nas de Carabinas de Pressão, ou ainda pelo termo mais popular "espingarda de chumbinho"! Confesso que nunca gostei do último: chumbinho é um veneno para ratos, e sendo o cano dessas armas raiado, não seria apropriado chamá-las de espingardas.
Carabina de Pressão é o termo oficialmente empregado pela Legislação Brasileira para designar armas que usam a pressão de gases para expelir projéteis. Como alguns modelos nem sequer usam ar, mas sim outros gases (como o CO2), será que Carabina de Pressão não é o termo mais correto?
Se você procurar pelos nomes dados a essas armas em outras línguas, vai ver alguma variações sobre o tema. Em inglês é Airgun (arma de ar). Em alemão é Luftgewehr. Em espanhol, Rifle de Aire. Em francês, carabine à air comprimé. Em italiano, fucile ad aira compressa. Ou seja, Ar Comprimido para ser o designador comum em vários idiomas.
Me parece porém que o termo Carabina de Ar é mais lógico. Explico: as armas de fogo também funcionam por pressão. Essa pressão no caso é gerada pelos gases resultantes da queima de um propelente, a pólvora.
E quanto àquelas que usam a pressão vinda de outros gases? Bem aí temos aceitar algumas liberalidades. O fato de não se utilizar o ar que respiramos para gerar as pressões necessárias, não coloca essas armas em outra categoria, até porque disparam os mesmo tipos de projéteis e tem desempenho similar (mas não igual) à de outros sistemas de funcionamento.
E você, o que pensa sobre isso? Como você normalmente se refere?
sexta-feira, 22 de março de 2013
Manutenção de Airsoft
Todo mundo sabe que, infelizmente, as coisas resolvem parar de funcionar na pior hora possível. Para um Airsofter, a pior hora é durante um jogo seja ele uma rápida escamuraça entre amigos, seja num importante jogo entre equipes.
Mas depois que a falha já aconteceu, vem a grande dúvida: quem poderá consertá-lo?
Existem duas hipóteses: o velho "faça você mesmo" (também conhecido como "se vira") ou leva-lo para alguém com melhores conhecimentos.
Eu não posso dizer que sou especialista no assunto, mas sou Engenheiro Mecânico, e andei muito pela primeira hipótese e pude aprender algumas dicas valiosas que gostaria de compartilhar com vocês.
1ª Dica: cuidado com as molas: Lá na sua terra natal, a distante China, sua AEG foi montada por um grupo de peritos operários das fabricas chinesas, os quais foram exaustivamente treinados e que possuem anos de prática. Certo? Errado... Muito provavelmente, esses trabalhadores foram recrutados de baciada na rodoviária de Shenzen ou Tianjin, ou deixaram cair seus RGs na porta da fabrica e consequentemente foram contratados (e lá ficarão trabalhando até que sejam demitidos por qualquer motivo). O que eles tem de diferente então (tirando o fato de serem chineses, claro): eles tem dispositivos para montagem.
Uma montagem complexa, com variadas molas, engrenagens, espaçadores, motores e contatos só pode ser fabricada em larga escala se for montada rapidamente, e para fazer isso utilizam-se dispositivos para que as várias peças sejam colocadas todas nos lugares corretos. Além disso, o torque de cada parafuso é medido, para evitar que se aperte demais (ou se deixe muito frouxo).
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Não dispondo desses dispositivos, você lidará com molas (ou seriam "mulas"?) que vão saltar grandes distancias se você não tomar cuidado. Garanto a você que a perda de somente uma delas irá inutilizar sua AEG.
2ª Dica: Estude o mecanismo antes de abrí-lo: Vai por mim, é bem mais fácil entender como tudo funciona quando o treco ainda funciona! Depois de desmontado em várias pecinhas minúsculas, vai ser difícil de lembrar como tudo era.
Para isso, vários outros fuçadores como você fizeram vídeos e os postaram no You Tube, ou escreveram longos posts com fotos (como alguns aqui nesse blog) onde as diferentes etapas foram documentadas para você. Leia a receita antes de fazer o bolo.
3ª Dica: tenha a ferramenta certa nas mãos: Você já reparou que chaves de fenda existem em vários tamanhos? Por que será? Será que é porque existem parafusos de diferentes tamanhos também?? OOOOHHHHHHHH!
Pois é, mas apesar disso parecer absolutamente óbvio, existem centenas de milhões de pessoas apertando parafusos todo o santo dia com a p... da chave errada! Isso quando o caboclo não usa a ponta do canivete ou da faca de mesa para a tarefa!
O resultado invariavelmente é o mesmo: fenda destruída, impossível de ser recolocado.
Se quer se meter com algum parafuso, não tenha vergonha de entrar em uma loja de ferragens e comprar a chave certa antes de fazê-lo.
4ª Dica: Se não sabe do que se trata, procure ajuda: nem todos tem a mesma experiência e prática de montagens mecânicas e elétricas, e nem todos tem inglês fluente o bastante para entender as dicas de quem postou sua aventura na manutenção de uma AEG.
Se este for seu caso, procure ajuda. Não são muitos os "armeiros de airsoft" por aí, mas se você não achar alguém por perto, entre em contato comigo. Farei o possível para ajuda-lo.
Abraços, e bons tiros a todos.
terça-feira, 19 de março de 2013
Retomando
Caros Airsofters,
Depois de prolongada ausência, estamos retomando o blog!
Calma, calma, porque por enquanto é só o blog mesmo... A arena continua uma incógnita.
Mas fiquem tranquilos, tem novidades pintando por aí e esperamos que em breve a gente tenha ótimas notícias a compartilhar. Enquanto isso, decidimos fazer desse espaço um ponto de encontro entre a comunidade de Airsofters da região e do Brasil. Vamos continuar a postar nossos testes, as participações em jogos, as táticas, armas e outros temas relacionados.
Claramente a frequência de postagens não poderá ser diária, mas vamos tentar manter isso aqui funcionando tanto quanto possível.
Já estamos preparando um comparativo legal entre pistolas AEP e GBB, um teste de precisão de AEGs, e mais um tanto com informações sobre equipamentos e acessórios.
Espero que vocês também deem suas sugestões para nossos posts. Fiquem a vontade para usar os comentários para isso.
Abraços, e bons tiros a todos.
Fred
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Policiais de SC participam de Curso de Ações Táticas Urbanas
Olá airsofters,
Assistam esse vídeo que mostra os policiais utilizando o airsoft para treinar ações táticas urbanas.
Abraços,
Sammy
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Audiencia publica porte de armas pastor eurico
Bom dia, Airsofters .
Assistam.
Audiência do dia 19/06/2012.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Problemas com a P-90 solucionados.
Olá, Airsofters
Essas fotos abaixos foram tiradas depois de uma manutenção que tivemos que fazer em uma das nossas P-90s e aproveitando para mostrar como são os mecanismos internos de uma AEG.
Temos duas P-90s, compradas logo de início de nossas operações. Tivemos inicialmente muitos problemas relacionados aos magazines de alta capacidade, e que foram recentemente trocados por outros de capacidade média (170BBs) da MAG. Estes tem tido um desempenho muito superior e recomendo a todos que possuem P-90s. São muito mais confiáveis do que os de alta capacidade.
Mesmo assim, uma delas apresentava alta taxa de falha, engasgando a cada 3 ou 4 disparos, enquanto a outra disparava normalmente. Claro, com um desempenho sofrível destes, nós não poderíamos apresentá-la para uso na Arena, e assim, decidimos fazer uma investigação mais profunda para identificar as causas do problema.
A desmontagem de 1º escalão da P-90 é dos mais simples. Basta remover o magazine, apertar o botão que aparece à frente do receptáculo das BBs e pode-se então remover todo o conjunto do cano. Após isso, remova a soleira e a bateria.
A desmontagem do mecanismo é feita por trás, como na arma real. Remova os dois parafusos traseiros que fixam o mecanismo ao corpo de polímero.
Ao chegar nesse ponto começamos a investigar as causas dos engasgos constantes da arma em questão. Como a Arena possue duas P-90s, comparando-as lado a lado, pudemos notar quaisquer sutis diferenças que justificassem a diferença de desempenho.
A conclusão foi de uma das ponteiras no cilindro apresentava um pequeno ressalto, o que poderia prejudicar a perfeita selagem entre o hop-up e o cilindro, causando assim escape do ar durante o disparo.
Não sei se é muito visível nessas fotos, mas a diferença parecia estar aí.
Com o uso de uma lima agulha, polimos e lixamos a ponteira, eliminando o ressalto. Após essa "intervenção cirúrgica", a arma foi remontada e testada. Aparentemente, o problema foi resolvido.
Agora nossos clientes airsofters podem contar com uma excelente AEG, muito compacta e muito precisa, e com alta confiabilidade.
Abraços
Essas fotos abaixos foram tiradas depois de uma manutenção que tivemos que fazer em uma das nossas P-90s e aproveitando para mostrar como são os mecanismos internos de uma AEG.
Temos duas P-90s, compradas logo de início de nossas operações. Tivemos inicialmente muitos problemas relacionados aos magazines de alta capacidade, e que foram recentemente trocados por outros de capacidade média (170BBs) da MAG. Estes tem tido um desempenho muito superior e recomendo a todos que possuem P-90s. São muito mais confiáveis do que os de alta capacidade.
Mesmo assim, uma delas apresentava alta taxa de falha, engasgando a cada 3 ou 4 disparos, enquanto a outra disparava normalmente. Claro, com um desempenho sofrível destes, nós não poderíamos apresentá-la para uso na Arena, e assim, decidimos fazer uma investigação mais profunda para identificar as causas do problema.
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| P-90 Classic Army com magazine Mid-cap com capacidade de 170 bbs |
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| A P90, desmontada em suas partes principais |
A desmontagem do mecanismo é feita por trás, como na arma real. Remova os dois parafusos traseiros que fixam o mecanismo ao corpo de polímero.
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| Remoção dos parafusos traseiros |
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| Remova a placa traseira |
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| Mecanismo contendo motor, caixa de engrenagens, pistão e cilindro. |
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| O mecanismo sendo retirado |
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| Corpo em polímero |
Ao chegar nesse ponto começamos a investigar as causas dos engasgos constantes da arma em questão. Como a Arena possue duas P-90s, comparando-as lado a lado, pudemos notar quaisquer sutis diferenças que justificassem a diferença de desempenho.
A conclusão foi de uma das ponteiras no cilindro apresentava um pequeno ressalto, o que poderia prejudicar a perfeita selagem entre o hop-up e o cilindro, causando assim escape do ar durante o disparo.
Não sei se é muito visível nessas fotos, mas a diferença parecia estar aí.
Com o uso de uma lima agulha, polimos e lixamos a ponteira, eliminando o ressalto. Após essa "intervenção cirúrgica", a arma foi remontada e testada. Aparentemente, o problema foi resolvido.
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| Comparação lado a lado dos dois mecanismos |
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| A ponteira defeituosa |
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| Repare como a ponteira à direita parece deformada. |
Abraços
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Colt M4A1- um pouco da real e da AEG
Olá, Airsofters.
Esse post é para que vcs conheçam um pouco mais da M4A1 tanto a real quanto a de airsoft.
Como todos sabem, essa AEG é a que mais tenho para alugar, aqui na Arena, são 10. Menos essa rosa linda e fashion da foto, logicamente que é minha, apesar de que muita gente quis jogar com ela.
Um pouco da M4 real:
Mas como nada é perfeito, ela é muito criticada por conta da sua ação de gás direto no ferrolho, que vai acumulando sujeiras e se não for feita a devida limpeza, acaba emperrando em campo.
Agora, vamos falar sobre a de airsoft, que recomendo para quem quer iniciar no esporte, pela leveza, robustez e precisão.
Vou estar descrevendo as M4A1 da Arena Combate Airsoft:
Teste feito em uma distância de 10m, usando bbs da BB King, pesando 0.20gr e a arma cronografada com 328 FPS.
É isso aí, como veem, o agrupamento depois do ajuste ficou bem melhor.
Espero que tenham gostado, vou fazer mais post iguais a esse, lógico falando das AEG daqui da arena e de outras se o dono da AEG, que vier jogar no campo deixar.
Fiquem com Deus e até mais,
Sammy
Esse post é para que vcs conheçam um pouco mais da M4A1 tanto a real quanto a de airsoft.
Como todos sabem, essa AEG é a que mais tenho para alugar, aqui na Arena, são 10. Menos essa rosa linda e fashion da foto, logicamente que é minha, apesar de que muita gente quis jogar com ela.
Um pouco da M4 real:
- Origem: Estados Unidos
- Tipo: Carabina.
- Em serviço: 1994 até o presente.
- Usada por:Afeganistão, Bangladesh, Australia, Brasil, República Tcheca, Egito, Colombia, Itália, India , Indonésia, Iraque, Israel e vou parando por aqui, porque senão o post vai ficar meio longo.
- Fabricante: Colt
- Especificações: peso-2.88Kg (vazia), 3.1Kg ( com 30 tiros); altura-884 mm( com a coronha estendida), 756mm(com a coronha retraída); comprimento do magazine-370mm.
- Ação: a gás direto no ferrolho.
- Calibre: 5.56X45mm NATO.
- Capacidade: 30 tiros
Mas como nada é perfeito, ela é muito criticada por conta da sua ação de gás direto no ferrolho, que vai acumulando sujeiras e se não for feita a devida limpeza, acaba emperrando em campo.
Agora, vamos falar sobre a de airsoft, que recomendo para quem quer iniciar no esporte, pela leveza, robustez e precisão.
Vou estar descrevendo as M4A1 da Arena Combate Airsoft:
- Origem: Taiwan.
- Fabricante: Guay Guay ou GG
- Peso: 2Kg
- Altura da AEG e do magazine: a mesma da real
- Calibre: 6mm
- Capacidade: 450 bbs
- Velocidade: entre 330 a 350 FPS
Teste feito em uma distância de 10m, usando bbs da BB King, pesando 0.20gr e a arma cronografada com 328 FPS.
BBs 0.20 da BB King
Ajuste de mira
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É isso aí, como veem, o agrupamento depois do ajuste ficou bem melhor.
Espero que tenham gostado, vou fazer mais post iguais a esse, lógico falando das AEG daqui da arena e de outras se o dono da AEG, que vier jogar no campo deixar.
Fiquem com Deus e até mais,
Sammy
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Por que pagar pra jogar Airsoft?
Recentemente abrimos nossa Arena Combate Airsoft em Jaguariuna - SP. Tivemos a satisfação de receber amigos e convidados, airsofters de diferentes cidades, gente que era iniciante no esporte e gente experiente.
Mas também aprendemos muita coisa e percebemos algumas tendências no esporte... e ficamos preocupados. Muito se fala, pouco se faz, e todos saem com a impressão errada do Airsoft. Desde reclamações de preço, sugestões de "importabando" à prática de jogos em locais completamente inadequados, vimos o bastante para fazer algo a respeito.
Então aqui vão algumas reflexões sobre algumas frases que temos ouvido bastante, e que refletem o pensamento de uma camada dos esportistas e interessados em geral, mas que não é, como nada na vida, unanimidade. Peço que leiam com atenção e comentem.
Esse post não tem a intenção de ofender ninguém, é apenas um chamado à realidade do esporte no Brasil. Não é direcionado a nenhum grupo em particular, muito menos tem a intenção de afastar pessoas da nossa arena nem do nosso esporte.
1) "O preço das AEGs no Brasil é um absurdo!"... é verdade, mas não é pela razão que a maioria pensa! Não é o lucro do importador que encarece o produto, é a carga tributária sobre o produto importado. Por se tratar de arma (goste você ou não, para o Exército Brasileiro, é arma de pressão, sujeita às mesmas taxações das armas reais), o imposto é absurdamente algo, com alicotas que chegam a 120%. Além disso, o importador tem que ter o CR em dia, tem que tirar uma CII para cada lote adquirido, tem que manter seus arquivos em dia com todas as informações de cada um de seus clientes... Ele contrata um provedor, coloca no ar um site, contrata uma transportadora para fazer a entrega em qualquer lugar desse pequeno país em que vivemos, contrata funcionários para fazer o despacho alfandegário (já tentou liberar alguma coisa num aeroporto?), contrata outros para fazer o atendimento aos seus clientes... e por aí vai. E tudo isso tem custo. E não é barato.
Ainda tá achando caro? Pois bem, é fácil comparar os preços nas lojas nos EUA ou em Hong Kong, e dizer: "nossa, que diferença absurda de preço"! Então continue a sua pesquisa, e veja lá quanto custa um computador pessoal, um carro, um liquidificador... e você verá que o problema não é o lucro do importador do Airsoft, mas sim o CUSTO BRASIL!
Não concorda com nada disso? Você tem uma opção: faça a importação você mesmo! Primeiro você tira seu CR (o que vai te custar uns R$400,00 e demandar uns 3 a 4 meses, se você for aprovado, porque é um poder discricionário das autoridades competentes e eles podem te negar o registro), após isso, peça a sua CII (mais barata, uns R$90,00, leva cerca de uns 2 meses), e então faça seu pedido na sua loja escolhida (tem que ser a mesma que você citou lá na CII). Quando o seu brinquedo chegar aqui, depois de umas 6 semanas, você vai lá onde quer que o material esteja, acompanhe a inspeção do Exército, acompanhe a liberação da Receita Federal e, se ninguém te parar e pedir um "caixinha", você finalmente traz para casa a sua AEG.
Ah, já ia me esquecendo: PAGUE OS 120% DE IMPOSTOS!
2) "Não quero usar essa ponta laranja horrorosa!"... Gente, nossas AEGs são réplicas perfeitas das armas reais (apenas por fora) exceto por essa ponta laranja ou vermelha. É essa a única peça externa da sua arma que garante que você não será confundido com alguém que está portando uma arma real (com todas as implicações que isso pode te trazer, incluindo-se um ato de legítima defesa de outra pessoa armada com algo que não é exatamente um airsoft...).
Recentemente, voltamos a ouvir casos de assaltos a mão armada onde o marginal foi preso mais tarde e estava de posse de uma "arma de brinquedo"... já sabe do que se trata, não? Pois é, muito provavelmente era uma réplica de airsoft. Pergunto: tinha a ponta laranja ou foi pintada de preto, ou trocada? Provavelmente foi pintada de preto ou trocada.
Pois bem, agora você, que comprou sua AEG legalmente, se vê parado numa blitz da Polícia e tem que abrir o porta-malas a pedido da autoridade. Lá dentro estão todos os seus belíssimos equipamentos, incluindo aquela AEG customizada de 450Fps e que você trocou a ponta laranja por outra, preta, para dar mais "realismo"... o que o policial vai pensar? "Pra quê vc pintou a sua ponta de preto? Se, lá no seu jogo, todo mundo tem uma arma com ponta laranja, porque só você tá com uma preta? Ou será que todo esse equipamento é na verdade, para usar pra outra coisa?"
É por isso que a lei exige que a ponta seja pintada de uma cor viva, para não ser confundida com uma arma real e não possa ser usada em assalto! Ao pintar de preto a sua arma, você está contribuindo com quem faz o mal usando nossas réplicas.
Quer usar aquela ponta metálica, mais resistente que a de plástico? Use, mas pinte a ponta dela de laranja ou vermelho, e CONTINUE DENTRO DA LEI!
3) "É caro jogar num campo ou arena estabelecido"... quando comparado a quê? Para você montar uma arena, é preciso oferecer SEGURANÇA: ou seja, todo o local deve ser protegido para que pessoas fora dele não sejam inadvertidamente atingidas pelas BBs. Além disso, é preciso ter os equipamentos individuais de proteção, os EPIs, para que os jogadores iniciantes possam entrar em campo. E é preciso ter não uma, mas pelo menos UMA DÚZIA DAS TÃO CARAS AEGS!
Para garantir a segurança de todos que estão em campo, é preciso um staff de RANGERS TREINADOS para vigiar e garantir que ninguém se machuque, tanto quanto um clube precisa de salva-vidas em uma piscina.
Tudo isso tem CUSTO, e não é barato.
Daí, algum "amigo" seu te dá a dica do ano: "vai lá no Galpão não-sei-das-quantas, que a gente joga de graça"! Ah é!!! Vá lá então... se você não tem equipamento, provavelmente alguém vai te emprestar uma pistolinha... e o resto? Alguém vai ter emprestar os óculos, o colete, etc? Ou você vai entrar "na raça"??
Pois bem, se quiser, entre... mas se você sair de lá cego, porque algum imbecil te acertou um BB de 0,30g a 450fps e arrebentou aqueles óculos, que você "pegou emprestado na firma", não reclame: a culpa é sua!
Eu não tenho nada contra o que eu chamo de "campos livres"... da mesma forma como qualquer um pode jogar bola no campinho perto de casa, tem gente séria jogando futebol em campos fechados e com times estabelecidos. Só não me diga que você tem um time e treina sério, num espaço invadido e sem nenhuma segurança aos transuentes, ou mesmo aos seus visitantes e iniciantes. E assuma a responsabilidade por tudo o que acontecer lá dentro.
4) "Tem gente querendo ganhar dinheiro com Airsoft!"... E qual é o problema disso? Se tudo for feito dentro da lei, não há problema algum em se ter um negócio ligado ao esporte... temos aí centenas de milhares de Academias oferecendo a prática de esportes, assim como temos lojas de material esportivo, e temos até campos de futebol e quadras para aluguel.
Como eu disse acima, não há espaço para lucro excessivo... o mercado dita os preços, mas a pressão por custos é muito alta. Então não há milagres: salários, aluguéis, fretes... tudo isso vai embutido nos preços que pagamos de tudo em nosso dia-a-dia.
Quanto mais empresas nacionais nós fomentarmos, melhor será o esporte do Airsoft no Brasil, e não o contrário. Quanto mais importadores, lojas e arenas tivermos, mais gente entrará para o esporte e todos tem a ganhar com isso.
Eu mesmo vim do tiro esportivo, e posso afirmar com toda a segurança: O AIRSOFT É EXTREMAMENTE DESCOMPLICADO, BARATO E FÁCIL. Não acredita em mim? Tente participar de competições de Tiro Prático, por exemplo. O custo de um pacote de 5000 BBs não compra um cento de espoleta, e você ainda tem que comprar os estojos, pontas, pólvoras e ficar recarregando por horas, apenas para ter lá uns 200 tiros e poder brincar no fim de semana (no clube de tiro, senão você será preso!). Nem vou comparar o preço de armas de fogo reais com os de Airsoft (um AR-15 devidamente legalizado, coisa rara de se achar, vale uns US$25000,00!!!). Sem contar todas as imensas dificuldades burrocráticas (sic) para se tirar uma simples Guia de Tráfego.
Por isso é que nós nos lançamos nessa empreitada, montando nossa arena, com a intenção de prover um lugar SEGURO para a prática do esporte do Airsoft. Isso é um esporte de TIRO, onde a segurança tem que vir em primeiro lugar. O custo vem bem depois... Qualquer pessoa séria entende isso perfeitamente bem.
Se você é uma pessoa séria, e quer participar de um esquema sério de Airsoft, nós o estamos esperando, assim como outros campos e arenas igualmente montados com a mesma filosofia. Esperamos que assim a gente consiga manter esse esporte bem visto pela sociedade, sem acidentes, e com toda a SEGURANÇA.
Mas também aprendemos muita coisa e percebemos algumas tendências no esporte... e ficamos preocupados. Muito se fala, pouco se faz, e todos saem com a impressão errada do Airsoft. Desde reclamações de preço, sugestões de "importabando" à prática de jogos em locais completamente inadequados, vimos o bastante para fazer algo a respeito.
Então aqui vão algumas reflexões sobre algumas frases que temos ouvido bastante, e que refletem o pensamento de uma camada dos esportistas e interessados em geral, mas que não é, como nada na vida, unanimidade. Peço que leiam com atenção e comentem.
Esse post não tem a intenção de ofender ninguém, é apenas um chamado à realidade do esporte no Brasil. Não é direcionado a nenhum grupo em particular, muito menos tem a intenção de afastar pessoas da nossa arena nem do nosso esporte.
1) "O preço das AEGs no Brasil é um absurdo!"... é verdade, mas não é pela razão que a maioria pensa! Não é o lucro do importador que encarece o produto, é a carga tributária sobre o produto importado. Por se tratar de arma (goste você ou não, para o Exército Brasileiro, é arma de pressão, sujeita às mesmas taxações das armas reais), o imposto é absurdamente algo, com alicotas que chegam a 120%. Além disso, o importador tem que ter o CR em dia, tem que tirar uma CII para cada lote adquirido, tem que manter seus arquivos em dia com todas as informações de cada um de seus clientes... Ele contrata um provedor, coloca no ar um site, contrata uma transportadora para fazer a entrega em qualquer lugar desse pequeno país em que vivemos, contrata funcionários para fazer o despacho alfandegário (já tentou liberar alguma coisa num aeroporto?), contrata outros para fazer o atendimento aos seus clientes... e por aí vai. E tudo isso tem custo. E não é barato.
Ainda tá achando caro? Pois bem, é fácil comparar os preços nas lojas nos EUA ou em Hong Kong, e dizer: "nossa, que diferença absurda de preço"! Então continue a sua pesquisa, e veja lá quanto custa um computador pessoal, um carro, um liquidificador... e você verá que o problema não é o lucro do importador do Airsoft, mas sim o CUSTO BRASIL!
Não concorda com nada disso? Você tem uma opção: faça a importação você mesmo! Primeiro você tira seu CR (o que vai te custar uns R$400,00 e demandar uns 3 a 4 meses, se você for aprovado, porque é um poder discricionário das autoridades competentes e eles podem te negar o registro), após isso, peça a sua CII (mais barata, uns R$90,00, leva cerca de uns 2 meses), e então faça seu pedido na sua loja escolhida (tem que ser a mesma que você citou lá na CII). Quando o seu brinquedo chegar aqui, depois de umas 6 semanas, você vai lá onde quer que o material esteja, acompanhe a inspeção do Exército, acompanhe a liberação da Receita Federal e, se ninguém te parar e pedir um "caixinha", você finalmente traz para casa a sua AEG.
Ah, já ia me esquecendo: PAGUE OS 120% DE IMPOSTOS!
2) "Não quero usar essa ponta laranja horrorosa!"... Gente, nossas AEGs são réplicas perfeitas das armas reais (apenas por fora) exceto por essa ponta laranja ou vermelha. É essa a única peça externa da sua arma que garante que você não será confundido com alguém que está portando uma arma real (com todas as implicações que isso pode te trazer, incluindo-se um ato de legítima defesa de outra pessoa armada com algo que não é exatamente um airsoft...).
Recentemente, voltamos a ouvir casos de assaltos a mão armada onde o marginal foi preso mais tarde e estava de posse de uma "arma de brinquedo"... já sabe do que se trata, não? Pois é, muito provavelmente era uma réplica de airsoft. Pergunto: tinha a ponta laranja ou foi pintada de preto, ou trocada? Provavelmente foi pintada de preto ou trocada.
Pois bem, agora você, que comprou sua AEG legalmente, se vê parado numa blitz da Polícia e tem que abrir o porta-malas a pedido da autoridade. Lá dentro estão todos os seus belíssimos equipamentos, incluindo aquela AEG customizada de 450Fps e que você trocou a ponta laranja por outra, preta, para dar mais "realismo"... o que o policial vai pensar? "Pra quê vc pintou a sua ponta de preto? Se, lá no seu jogo, todo mundo tem uma arma com ponta laranja, porque só você tá com uma preta? Ou será que todo esse equipamento é na verdade, para usar pra outra coisa?"
É por isso que a lei exige que a ponta seja pintada de uma cor viva, para não ser confundida com uma arma real e não possa ser usada em assalto! Ao pintar de preto a sua arma, você está contribuindo com quem faz o mal usando nossas réplicas.
Quer usar aquela ponta metálica, mais resistente que a de plástico? Use, mas pinte a ponta dela de laranja ou vermelho, e CONTINUE DENTRO DA LEI!
3) "É caro jogar num campo ou arena estabelecido"... quando comparado a quê? Para você montar uma arena, é preciso oferecer SEGURANÇA: ou seja, todo o local deve ser protegido para que pessoas fora dele não sejam inadvertidamente atingidas pelas BBs. Além disso, é preciso ter os equipamentos individuais de proteção, os EPIs, para que os jogadores iniciantes possam entrar em campo. E é preciso ter não uma, mas pelo menos UMA DÚZIA DAS TÃO CARAS AEGS!
Para garantir a segurança de todos que estão em campo, é preciso um staff de RANGERS TREINADOS para vigiar e garantir que ninguém se machuque, tanto quanto um clube precisa de salva-vidas em uma piscina.
Tudo isso tem CUSTO, e não é barato.
Daí, algum "amigo" seu te dá a dica do ano: "vai lá no Galpão não-sei-das-quantas, que a gente joga de graça"! Ah é!!! Vá lá então... se você não tem equipamento, provavelmente alguém vai te emprestar uma pistolinha... e o resto? Alguém vai ter emprestar os óculos, o colete, etc? Ou você vai entrar "na raça"??
Pois bem, se quiser, entre... mas se você sair de lá cego, porque algum imbecil te acertou um BB de 0,30g a 450fps e arrebentou aqueles óculos, que você "pegou emprestado na firma", não reclame: a culpa é sua!
Eu não tenho nada contra o que eu chamo de "campos livres"... da mesma forma como qualquer um pode jogar bola no campinho perto de casa, tem gente séria jogando futebol em campos fechados e com times estabelecidos. Só não me diga que você tem um time e treina sério, num espaço invadido e sem nenhuma segurança aos transuentes, ou mesmo aos seus visitantes e iniciantes. E assuma a responsabilidade por tudo o que acontecer lá dentro.
4) "Tem gente querendo ganhar dinheiro com Airsoft!"... E qual é o problema disso? Se tudo for feito dentro da lei, não há problema algum em se ter um negócio ligado ao esporte... temos aí centenas de milhares de Academias oferecendo a prática de esportes, assim como temos lojas de material esportivo, e temos até campos de futebol e quadras para aluguel.
Como eu disse acima, não há espaço para lucro excessivo... o mercado dita os preços, mas a pressão por custos é muito alta. Então não há milagres: salários, aluguéis, fretes... tudo isso vai embutido nos preços que pagamos de tudo em nosso dia-a-dia.
Quanto mais empresas nacionais nós fomentarmos, melhor será o esporte do Airsoft no Brasil, e não o contrário. Quanto mais importadores, lojas e arenas tivermos, mais gente entrará para o esporte e todos tem a ganhar com isso.
Eu mesmo vim do tiro esportivo, e posso afirmar com toda a segurança: O AIRSOFT É EXTREMAMENTE DESCOMPLICADO, BARATO E FÁCIL. Não acredita em mim? Tente participar de competições de Tiro Prático, por exemplo. O custo de um pacote de 5000 BBs não compra um cento de espoleta, e você ainda tem que comprar os estojos, pontas, pólvoras e ficar recarregando por horas, apenas para ter lá uns 200 tiros e poder brincar no fim de semana (no clube de tiro, senão você será preso!). Nem vou comparar o preço de armas de fogo reais com os de Airsoft (um AR-15 devidamente legalizado, coisa rara de se achar, vale uns US$25000,00!!!). Sem contar todas as imensas dificuldades burrocráticas (sic) para se tirar uma simples Guia de Tráfego.
Por isso é que nós nos lançamos nessa empreitada, montando nossa arena, com a intenção de prover um lugar SEGURO para a prática do esporte do Airsoft. Isso é um esporte de TIRO, onde a segurança tem que vir em primeiro lugar. O custo vem bem depois... Qualquer pessoa séria entende isso perfeitamente bem.
Se você é uma pessoa séria, e quer participar de um esquema sério de Airsoft, nós o estamos esperando, assim como outros campos e arenas igualmente montados com a mesma filosofia. Esperamos que assim a gente consiga manter esse esporte bem visto pela sociedade, sem acidentes, e com toda a SEGURANÇA.
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